Covid-19: porque mulheres devem adiar a mamografia após vacina

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O câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil e no mundo todo. Fazer o exame a cada ano é importante pata evitar que qualquer complicação possa acontecer eventualmente ou diagnosticar precocemente o câncer de mama para ter mais chances de cura.

Estima-se que, no mínimo, cerca de 20% da taxa de mortalidade por câncer de mama diminuiu graças ao exame de mamografia. Mas, você sabe que a as mulheres devem adiar o exame após a vacina de Covid-19? Continue lendo para entender melhor!

Por que a mulher precisa esperar para fazer mamografia após vacinação contra Covid-19

De acordo com alguns estudos internacionais, algumas vacinas contra a Covid-19 tendem a causar um aumento temporário de gânglios linfáticos (ou linfonodos) nas axilas.

Esse é um efeito raro, mas que pode ser notado no corpo logo após aplicar qualquer imunizante, como o da varíola e o do sarampo. Principalmente entre aqueles que geram uma resposta imunológica robusta.

Nos exames de mamografia, porém, a mudança, mais conhecida como “ínguas”, corre o risco de ser interpretada de forma errada como um sinal de tumores malignos.

Isso é explicado em um documento que três órgãos brasileiros de atenção à saúde da mulher assinaram, são eles:

  • Sociedade Brasileira de Mamografia (SBM);
  • Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR);
  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Com o objetivo de evitar que a reação seja diagnosticada com equívoco, o grupo recomenda à todas as mulheres que os exames de mamografia sejam feitos antes da primeira dose da vacina contra a Covid-19 ou então, quatro semanas após a segunda injeção.

Vacinas contra Covid-19 são imunogênicas

Alguns dados recentes apontaram que algumas vacinas usadas contra a Covid-19 são altamente imunogênicas, o que gera um número significativo de linfonodopatia axilar ipsilateral à vacina, ou seja, aumento no número de linfonodos na axila do braço que recebeu a dose.

Essa irregularidade pode causar uma série de dificuldades para fazer exame de imagens, segundo os especialistas no documento, que cita dois estudos realizados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

Em um deles, constatou-se que, entre as pessoas que receberam a vacina da Moderna, a linfadenopatia axilar foi a segunda alteração local relatada, com 11,6% dos pacientes após tomarem a primeira dose e 16% depois da segunda injeção.

No outro, feito com pacientes que receberam a vacina da Pfizer-BioNTech, não foi constatada a alteração na lista de efeitos adversos. Porém, foi citada de forma espontânea em 64 casos no grupo, contra apenas dois no grupo placebo.

Esse efeito foi observado por volta de 2 a 4 dias após receberem a vacina e durou cerca de 10 dias.

Por que isso acontece?

A linfadenopatia axilar trata-se de uma inflamação dos linfonodos localizados nas axilas. Quando a alteração é identificada em um exame de mamografia, não é incomum que se inicie uma investigação de suas causas, que podem ser benignas ou indicar que há doenças mais graves, como o câncer de mama.

Nos casos em que ocorre como reação do corpo a uma vacina, essa condição não tem qualquer relação com patologias. É possível que número dessas estruturas aumentem de forma temporária, pois elas têm células do sistema imunológico, que auxiliam no combate aos agentes infecciosos por meio do líquido linfático.

Sendo assim, para obter uma melhor avaliação desses casos, a SBM recomenda que os serviços de diagnóstico por imagem que realizam mamografias incluam na coleta de dados das pacientes o seu status da vacinação com data e lado do braço em que recebeu a dose, bem como o tipo do imunizante.

Caso sejam mapeadas alterações nos linfonodos e a mulher não apresentar lesão mamária suspeita, a entidade sugere que o caso receba a classificação de como provavelmente benigno (BI-RADS 3).

Além disso, o órgão também recomenda que o controle seja feito depois de 4 a 12 semanas da segunda dose da vacina, quando a alteração já tiver sumido. Só em casos de persistência que deverá considerar a biópsia do linfonodo, com o intuito de elogiar a hipótese de malignidade mamária ou extramamária.

Como a mamografia é feita?

Para fazer o exame, a mulher deverá ficar em pé, de modo que o seio fique entre as duas placas do mamógrafo, que irá capturar as imagens. Durante o exame, é importante ficar imóvel e segurando a respiração durante alguns segundos.

É possível que a compressão durante o exame possa causar desconforto nas mulheres e um pouco de dor. Confira logo abaixo algumas informações relevantes sobre a mamografia!

Pré-requisitos

No dia do exame, o ideal é não usar produtos como desodorante ou talco na região das mamas. Para não correr o risco de causar interferências nas imagens capturadas durante o exame.

Preparo para o exame

O exame não requer um preparo prévio. Mas, o ideal é ir com roupas leves para tornar mais fácil as captações de imagens na hora.

Contraindicação

Este exame não é ideal para pacientes que tenham menos de 40 anos de idade e para gestantes. Isso porque, a radiação pode interferir na formação do bebê.

Tempo de duração

O tempo de duração do exame de mamografia, em média, é de 15 a 25 minutos.

Periodicidade

O ideal é que as mulheres com 40 anos ou mais façam o exame de mamografia com o intervalo de um ano. Mas, caso a mulher com menos de 40 tenha histórico de câncer de mama em sua família ou suspeite que está com algum nódulo, poderá buscar por um especialista para fazer o exame.

Conclusão

Em suma, a vacina pode interferir nos resultados do exame de mamografia. Por essa razão, o ideal é fazer o exame antes de tomar a vacina contra Covid-19 ou após 4 semanas do imunizante. Por fim, caso tenha gostado deste conteúdo, não esqueça de compartilhar com os amigos e conferir outros posts como este em nosso blog!

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